Pois bem: após assá-lo por duas horas, disponha algumas cebolas, cogumelos, cenouras (o efeito do "jardim" foi pelo uso de mini cenouras com folhas) na assadeira, junto ao pernil. Cubra-o generosamente com uma mistura de mel e mostarda (em igual proporção). Utilize uma mostarda de boa qualidade... Mais uma hora no forno.
A qualidade da carne é essencial no bom resultado do prato. Infelizmente não há uma técnica visual para assegurar a maciez da carne pois geralmente é vendida congelada. A carne deve ser assada lentamente, em fogo baixo (160 graus). Sugiro assá-lo apenas com sal grosso, um ramo de alecrim e azeite, envolto em plástico culinário por 2 horas. Pode usar papel alumínio? Pode, pode sim. Passado essa etapa do preparo, retire a película e cozinhe por mais um hora, para dourá-lo.
Quando falamos em preparar um Cordeiro todo mundo torce o nariz... e de fato há uma razão: o sabor deste prato está culturalmente associado ao cheiro do animal. Um preconceito explicável pela pouca tradição no consumo desse tipo de carne. Resolvi experimentar a técnica do limão. Exprema e esfregue vigorosamente o limão sobre toda carne. O resultado foi satisfatório. Um sabor suave e um aroma muito comportado.
De volta! As saborosas sardinhas portuguesas são muito fáceis de preparar. Eu gosto de assá-las na brasa, de forma bem rústica. Basta pincelar azeite de boa qualidade e calibrar a mão com um pouco de sal grosso batido (para formar flocos mais finos). Os aroma "dará a volta no quarteirão" e não se surpreenda se algum vizinhos bater a sua porta. Deixe-as dourar na brasa dos dois lados, sem retirar a cabeça. Você pode assá-las com as vísceras (barrigada), que se desprendem facilmente da carne depois de assadas. As sardinhas portuguesas são mais gordas do que as nacionais, e isso confere muito sabor ao prato.